Advogado não pode anunciar como uma loja. O Provimento 205/2021 da OAB permite marketing jurídico informativo, mas proíbe promessa de resultado, captação de cliente, divulgação de valores e autopromoção. Muito site de escritório resolve isso do jeito mais fácil: fica genérico, e aí não converte ninguém.
Ponto de partida
Os escritórios que estudamos tinham conteúdo bom, mas espalhado:
- Vídeos e posts explicando direitos no Instagram, que ninguém encontrava pelo Google.
- Link da bio levando a lugar nenhum, ou a um site antigo com texto de modelo.
- O cliente chegava no WhatsApp sem contexto, e a primeira conversa era só para entender do que se tratava.
O que foi feito
Para cada escritório, uma página diferente, com uma referência de layout própria e o tema da área de atuação (uma delas, de direito do passageiro aéreo, virou um painel de aeroporto).
- O texto veio da voz do próprio advogado. Baixamos e transcrevemos os vídeos, separamos os temas que ele já explica e as frases que ele usa.
- Uma situação, uma conversa. Em vez de "fale conosco", cada situação do cliente ("voo cancelado", "demitido depois do afastamento") abre o WhatsApp com a mensagem pronta.
- Informativo de verdade. Explica direitos, prazos e documentos, sem dizer que vai ganhar.
- Lugar fixo para o registro na OAB, sem "especialista" quando não há título, e sem valores.
- Perguntas frequentes e dados estruturados para o Google e as IAs entenderem a área de atuação e a cidade.
| O que a OAB não permite | O que a página faz no lugar |
|---|---|
| Prometer resultado | Explica o direito e o que costuma ser analisado |
| Divulgar valores | Convida para uma conversa inicial |
| "O melhor advogado" | Mostra formação e registro, que são verificáveis |
| Captar cliente de forma ostensiva | Responde à dúvida que a pessoa já pesquisou |
O que ainda falta medir
As páginas foram feitas como demonstração para cada escritório. Os números de contatos e buscas vêm quando entrarem no ar com domínio próprio e Perfil da Empresa no Google.